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Na perspetiva da Comissão Europeia, o preço real das casas ainda se encontra “subvalorizado”. Mas caso o ritmo de crescimento se mantiver, recomenda-se uma monitorização mais próxima deste indicador.

A Comissão Europeia considerou que a recuperação dos preços das casas em Portugal registado em 2016 e 2017 corresponde a “uma correção de valores anteriormente baixos”, o que, no entanto, poderá afetar a procura interna.

 No relatório sobre Portugal, divulgado no âmbito do “pacote de inverno do semestre europeu”, o executivo comunitário conclui que “os riscos ligados ao dinamismo renovado no setor habitacional parecem estar controlados atualmente”. Se o atual ritmo acelerado do crescimento do preço real das casas for mantido a médio prazo em Portugal, recomenda-se uma monitorização mais próxima deste indicador, lê-se no relatório, apurando que o rápido aumento de preços já está a afetar a procura interna e “pode agravar a questão da acessibilidade da habitação”.

Para a Comissão Europeia, o aumento de preços das casas foi, “principalmente, restrito às áreas turísticas”, já que, no geral, os valores no setor da habitação “ainda estão a recuperar da queda da crise”. “A concentração de aumento de preços nas áreas turísticas, incluindo projetos de transformação de propriedades residenciais em instalações de alojamento, sugere que o mercado imobiliário é atualmente impulsionado, principalmente, por procura externa e investimentos relacionados com o turismo”, referiu o executivo comunitário, acrescentando que “os fatores domésticos parecem muito mais fracos, já que o stock de empréstimos hipotecários ainda está em declínio”.

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De acordo com o relatório, o aumento de preços em 2016 e 2017 “ocorre após um longo período de declínio e é visto até agora como uma correção da desvalorização passada em vez de uma acumulação de novos desequilíbrios”. Na perspetiva da Comissão Europeia, o preço real das casas ainda se encontra “subvalorizado”. Em relação ao setor da construção, o executivo comunitário recomenda uma avaliação das restrições existentes para “entender se são uma barreira para o aumento da oferta de habitação”.

Fonte: eco